Os 7 erros que você precisa evitar no voluntariado

Voluntariado faz bem tanto para quem oferece ajuda quanto para quem a recebe, mas às vezes também pode ter efeitos ruins. Veja agora os 7 erros que você precisa evitar no voluntariado.

volunturismo da Vivalá na Expedição Amazônia Rio Negro

1) Voluntariado não é heroísmo

Ser voluntário é doar trabalho e recursos para ajudar alguém. Sem dúvida, é uma forma digna de usar o tempo livre.

No entanto, o voluntário não se torna melhor do que os outros, que preferem aproveitar suas folgas de outra maneira.

O que conta, de verdade, é ser uma pessoa honesta e correta no dia-a-dia, no trabalho, na escola, na família, na sociedade.

Deixar o ego falar mais alto faz o trabalho voluntário perder sua força, já que voluntariado é sobre conectar-se às pessoas, não se afastar delas.

Da mesma forma, de nada vale ser voluntário no tempo livre, mas não viver o resto da vida com ética, respeitando as outras pessoas e as regras de convivência social.

2) Voluntariado não salva o mundo

Voluntariado é um dos melhores caminhos para conhecer gente nova, mergulhar em outra cultura e despertar o sentimento de gratidão.

A relação com outras pessoas, portanto, é o que deve importar de verdade, em um trabalho voluntário, até mais do que o resultado em si.

Quando o voluntário deixa a humildade de lado e pensa que está salvando o mundo, ele se desliga desse objetivo.

Por maior que seja o nosso empenho, o trabalho voluntário, por si só, não vai mudar a realidade do planeta.

Assim sendo, o ideal é encarar o voluntariado como uma chance de ampliar horizontes, evoluir como ser humano e, dessa forma, poder trabalhar, diariamente, por um mundo melhor, de maneira mais eficiente.

3) Voluntariado é sobre o outro

O terceiro dos 7 erros que você precisa evitar no voluntariado é também um dos mais importantes.

Se o voluntário é o personagem principal, é porque algo está errado.

O trabalho voluntário ajuda a resolver um problema de alguém – logo, esse alguém deve ser o protagonista.

Isso vale para todo o processo, desde o princípio, quando identificamos o problema, até a construção da solução.

Quem conduz todo o processo deve ser a pessoa ou a comunidade que o voluntário quer ajudar.

4) Quebre os estereótipos

Além das dificuldades da vida diária, muitas pessoas ainda lutam contra um outro desafio: os estereótipos em relação aos grupos dos quais fazem parte.

Tratar todo o continente africano como se fosse um único país, onde só há pobreza e vida selvagem; confundir árabes com muçulmanos e associá-los com fundamentalismo religioso e terrorismo; ou achar que indígenas são selvagens e não devem ter acesso às mesmas tecnologias que nós são alguns exemplos disso.

Longe de ser inocentes, essas ideias distorcidas retiram a humanidade e a individualidade dessas pessoas.

5) Fale menos e escute mais

Às vezes é com a melhor das intenções que um voluntário chega para o trabalho cheio de ideias e soluções.

A questão é que o voluntário pode estar trazendo uma solução incrível para um problema que não existe ou não é importante.

Por isso, o voluntário deve chegar o mais aberto possível para ouvir, compreender a realidade do outro e colaborar com o que for preciso.

Estamos falando aqui da escuta ativa: aquela que ouve sem julgar e pratica a empatia, se esforçando para enxergar a situação sob o olhar do outro.

6) Ir junto importa mais do que ir longe

Pode ser que, depois do trabalho voluntário, bata um sentimento de frustração – o clássico “tem tanto pra fazer e o que eu fiz foi tão pouco”!

É importante saber que essa é uma sensação comum e, muitas vezes, não passa de uma impressão. A realidade é que o que parece pouco pro voluntário já é muito significativo!

Isso porque estamos acostumados a avaliar resultados em termos de quantidade. No voluntariado, porém, a qualidade costuma importar mais.

As mudanças reais acontecem a longo prazo e cada voluntário é uma parte desse processo.

Enquanto isso, os momentos em que convivemos e compartilhamos experiências com a comunidade são muito valiosos para ambos os lados!

Essa troca cultural é uma via de mão dupla e enriquece todos os envolvidos; logo, aproveite ao máximo cada momento.

7) Redes sociais: use com moderação

Compartilhar fotos e vídeos é uma excelente maneira de divulgar projetos e engajar outras pessoas na causa – mas isso deve ser feito de forma responsável.

Cuidado para não transformar a pobreza ou outras condições delicadas em um espetáculo, nem expor pessoas que estão passando por situações sensíveis ou constrangedoras.

Por mais que trabalho voluntário também ajude a imagem pessoal e possa agregar valor ao currículo, por exemplo, evite selfies ou autopromoção.

A regra de ouro é: se você estivesse no lugar do outro, gostaria de ter a sua imagem divulgada e exposta? Pense bem antes de publicar!

Volunturista Vivalá em ação durante Expedição Amazônia Rio Negro

Estes são os 7 erros que você precisa evitar no voluntariado!

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Você também pode saber mais sobre o voluntariado da Vivalá aqui.

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